O jornalista e comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morreu nesta quarta-feira (28), aos 70 anos, em Porto Alegre (RS). Um dos nomes mais emblemáticos da imprensa gaúcha, ele estava internado no Instituto de Cardiologia desde o último domingo devido a uma infecção pulmonar. Com mais de cinco décadas de carreira, sendo 43 anos dedicados ao Grupo RBS, Guerrinha era a voz mais marcante do tradicional programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, e deixa a esposa Kathia, duas filhas e três netos.
Formado em Jornalismo pela PUC-RS nos anos 1970, ele iniciou sua trajetória cobrindo corridas de turfe nos jornais Folha da Manhã, Correio do Povo e Zero Hora. Em 1993, com a redução do espaço dedicado aos cavalos, fez a transição para a cobertura do futebol, passando a acompanhar o Internacional, seu clube do coração. Já no final dos anos 1990, consolidou de vez sua popularidade ao estrear no rádio ao lado de Paulo Roberto Falcão e assumir a coluna Guerra Total no Diário Gaúcho.

Além das análises contundentes no rádio, na televisão e no jornal impresso, Guerrinha marcou época pelo estilo autêntico e bem-humorado, imortalizando bordões e metáforas populares que caíram na boca do povo. Frases como “não dá pra servir farofa em restaurante com ventilador de teto” e “não pode querer ir pra guerra com secador de cabelo” traduziam com precisão e irreverência a sua leitura afiada do esporte e do cotidiano.
