Seara, Ipumirim e Irani estão entre os municípios catarinenses onde o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) cumpriu mandados na manhã desta quarta-feira, dia 2. A ação faz parte da Operação Mercado Oculto, deflagrada em apoio à 6ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó.
Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em municípios de Santa Catarina e do Paraná. A investigação apura a suposta prática de crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de estabelecimentos comerciais. Nesta fase da investigação, são alvos empresários, empresas da rede de lojas e o contador do grupo.
De acordo com as investigações, empresas que se apresentavam formalmente como independentes estariam, em tese, vinculadas a uma mesma estrutura empresarial e familiar, com gestão e atuação coordenadas. A suposta fragmentação das atividades entre diferentes pessoas físicas e jurídicas teria sido utilizada para ocultar a existência de um grupo econômico, possibilitando a supressão de tributos e a eventual lavagem de dinheiro.
As medidas também foram cumpridas em municípios como Chapecó, Abelardo Luz, Caçador, Caibi, Campo Erê, Capinzal, Catanduvas, Cunha Porã, Faxinal dos Guedes, Joaçaba, Maravilha, Mondai, Palmitos, Pinhalzinho, Ponte Serrada, São Carlos, São Domingos, Saudades, Xanxerê e Xaxim, além de Dois Vizinhos e Palmas, no Paraná.
Atendendo a um pedido da 6ª Promotoria de Justiça de Chapecó, o Juiz da Vara Regional de Garantias da Comarca de Concórdia determinou o sequestro de bens móveis, imóveis e ativos financeiros dos investigados, até o limite de R$ 8,9 milhões, valor estimado do prejuízo tributário investigado.
Durante a operação, as equipes buscam recolher documentos, dispositivos eletrônicos e registros contábeis, fiscais e financeiros. Também foram requisitadas informações a imobiliárias, construtoras e empresas do setor de veículos sobre negócios realizados por pessoas vinculadas à investigação.
Os materiais apreendidos serão encaminhados para análise da Polícia Científica e, posteriormente, as informações serão avaliadas pelo GAECO para o prosseguimento das investigações. O processo tramita sob sigilo.
