O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de aproximadamente 15% no Bolsa Família. O valor mínimo pago por família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio deverá chegar a cerca de R$ 777. Os novos valores começam a ser pagos em outubro.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, o reajuste representa um custo adicional de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027.

O aumento não estava previsto no Projeto de Lei Orçamentária de 2027 enviado pelo governo ao Congresso no final de agosto. Na proposta, estavam reservados R$ 157,1 bilhões para o Bolsa Família e não havia previsão de reajuste dos benefícios. Agora, o governo afirma que será necessário ajustar o Orçamento de 2027 para acomodar o novo valor.

O anúncio também teve reflexos no mercado financeiro. Após a divulgação, o dólar, que operava em queda, passou a subir, enquanto o Ibovespa inverteu o movimento e passou a cair. Investidores demonstraram preocupação com o aumento das despesas públicas e seus possíveis efeitos sobre o cenário fiscal.

O reajuste melhora o poder de compra das famílias beneficiadas, mas também acrescenta uma nova despesa relevante às contas públicas. O ponto que o mercado passa a acompanhar é como o governo fará a acomodação desses R$ 22 bilhões adicionais em 2027 dentro de um Orçamento que originalmente não previa o aumento.