As exportações brasileiras de carnes in natura e de milho devem encerrar março de 2026 com crescimento no volume total e na receita cambial, em comparação com o mesmo mês de 2025. Os dados constam em levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/ME), com elaboração do SIPS-RS, e são baseados no desempenho do mercado entre os dias 1º e 20 de março de 2026.

A carne bovina apresenta o maior avanço financeiro no período analisado. Embora registre uma leve queda de 1,68% na média diária de embarques, a projeção mensal de volume aponta para 245 mil toneladas exportadas, uma alta de 13,8%. A receita estimada para o mês salta para US$ 1,41 bilhão (+34,3%). Esse resultado é impulsionado por um aumento de 18% no preço pago pela tonelada do produto, que passou de US$ 4.900,40 em 2025 para US$ 5.783,50 em 2026.

O mercado de carne suína também registra indicadores positivos, com estimativa de avanço de 27,6% no volume mensal (130,9 mil toneladas) e 27,9% na receita, que deve alcançar US$ 329,9 milhões. Já a carne de frango tem projeção de 483,7 mil toneladas exportadas no mês (+10,3%), com receita cambial estimada em US$ 884,1 milhões.

No setor de grãos, a exportação de milho apresenta crescimento expressivo. A estimativa é que o Brasil exporte 1,15 milhão de toneladas do grão até o fim de março, um volume 32% superior ao de 2025. A receita projetada com as vendas externas de milho é de US$ 260,6 milhões, o que representa uma alta de 24,5%.

Em contrapartida, as compras do grão no mercado internacional diminuíram. A importação de milho registra queda de 32% na média diária em relação a 2025, com volume mensal projetado em 108,6 mil toneladas. A despesa cambial com a importação do produto apresenta redução, estimada em US$ 19,3 milhões.

Fonte: ACCS