O Rio Grande do Sul amanheceu de luto nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, com a notícia do falecimento do cantor, compositor e violonista Pedro Ortaça, aos 83 anos.
Ícone indiscutível da música regionalista, Ortaça estava internado no Hospital das Clínicas de Ijuí e não resistiu a complicações de saúde após passar por uma cirurgia de amputação em uma das pernas, sofrendo paradas cardiorrespiratórias na madrugada. Natural de São Luiz Gonzaga, o artista deixa um legado imensurável na cultura gaúcha e na valorização da identidade e da história do povo do interior do estado.
Com uma carreira marcada por clássicos como “Timbre de Galo” e “Bailanta do Tibúrcio”, Pedro Ortaça era o último integrante vivo dos históricos “Troncos Missioneiros”, grupo que revolucionou a música nativista a partir da década de 1960 ao lado de Noel Guarany, Cenair Maicá e Jayme Caetano Braun. Defensor fervoroso das causas sociais e da memória missioneira e guarani, ele recebeu ao longo da vida o título de Doutor Honoris Causa e foi patrono dos Festejos Farroupilhas. Sua partida encerra um capítulo de ouro do tradicionalismo, mas perpetua sua voz como um símbolo eterno de resiliência e orgulho gaúcho.
