O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta terça-feira (31), que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) integrará novamente a chapa para a disputa da reeleição em 2026. O anúncio oficial foi realizado durante a primeira reunião ministerial do ano, no Palácio do Planalto, onde o presidente destacou a importância da continuidade da parceria. Com a decisão, Alckmin deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para se dedicar integralmente à campanha eleitoral, cumprindo os prazos de desincompatibilização exigidos pela legislação.
A saída de Alckmin do ministério está prevista para ocorrer até o dia 2 de abril, antecipando-se ao limite legal de 4 de abril devido ao feriado de Sexta-feira Santa. Durante a reunião, Lula explicou que, embora o cargo de vice-presidente não exija o afastamento para a disputa eleitoral, a função de ministro impõe a saída obrigatória. Alckmin aproveitou a ocasião para realizar um breve balanço de sua gestão à frente do MDIC, ressaltando avanços na balança comercial e a recente aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia como marcos de sua passagem pela pasta.
Além da mudança no MDIC, o governo federal prepara uma reforma administrativa mais ampla, com a expectativa de que pelo menos 14 ministros deixem seus cargos para concorrer nas eleições de outubro. Nomes como Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente) também estão entre os que devem se afastar. O presidente Lula reforçou que os substitutos deverão ser nomes técnicos das próprias pastas, com o objetivo de garantir que a máquina pública continue funcionando sem interrupções até o final do mandato.
