O Departamento de Jornalismo da TV Concórdia obteve com exclusividade uma decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, protocolada nesta terça-feira, que determina o retorno para Concórdia do processo que apura a morte de Raunan de Almeida. Com isso, ao menos neste momento, o caso seguirá tramitando na comarca catarinense, onde tiveram início parte dos fatos investigados.
A defesa da maioria dos acusados, representada pelo advogado Jean Maicon Kruse, sustenta que a competência para julgamento deveria ser da Comarca de Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul. O entendimento também foi defendido pelo Ministério Público, que se manifestou favoravelmente ao envio dos autos para o estado gaúcho. Conforme a investigação, Raunan desapareceu no início de fevereiro de 2026 após ser atraído para uma residência em Concórdia, onde teria sido mantido em cárcere privado e submetido a agressões. A motivação do crime estaria relacionada a desavenças ligadas ao tráfico de drogas.
Ainda segundo o inquérito, após o período de cativeiro, a vítima foi levada até Marcelino Ramos, onde teria sido executada em uma área de mata. O corpo foi localizado dias depois com sinais de violência e indícios de tentativa de ocultação. Ao todo, 12 pessoas foram indiciadas pela participação no caso, sendo que dez permanecem presas. A defesa informou que está analisando a decisão do Tribunal de Justiça e avalia a apresentação de um novo recurso para tentar transferir a competência do processo para a Justiça gaúcha.

