A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) passou a utilizar o impedimento semiautomático no Campeonato Brasileiro. Embora a tecnologia seja semelhante à empregada na Copa do Mundo, existem diferenças importantes no funcionamento do sistema.
Sem chip na bola
Na Copa do Mundo, o sistema utilizava câmeras espalhadas pelo estádio e um chip instalado na bola, que ajudava a determinar o momento exato do toque e auxiliava na análise dos impedimentos.
No Brasileirão, a tecnologia não conta com esse chip. Em compensação, o sistema utiliza entre 28 e 32 câmeras de alta resolução, número considerado suficiente pela empresa responsável para garantir a precisão das análises.
Mais câmeras e maior qualidade de imagem
Durante a Copa, eram utilizadas 16 câmeras captando imagens a 50 quadros por segundo. No Campeonato Brasileiro, o sistema opera com cerca de 32 câmeras, grava em resolução 4K e registra imagens a 100 quadros por segundo.
Com isso, é possível criar uma réplica digital da jogada, captando um volume maior de informações para a análise do lance.
Assistentes seguem marcando normalmente
Outra diferença está na atuação dos assistentes. Na Copa do Mundo, a tecnologia permitia comunicação em tempo real com os bandeirinhas, que eram orientados sobre o momento de levantar ou não a bandeira, reduzindo praticamente a zero a possibilidade de erro.
No Brasileirão, os assistentes continuam trabalhando da forma tradicional. A marcação em campo prevalece até o fim da jogada, e o impedimento semiautomático é utilizado posteriormente para confirmar ou corrigir a decisão.
Análise em poucos segundos
A empresa Genius Sports, responsável pelo sistema contratado pela CBF, promete entregar a imagem digital que comprova a existência ou não do impedimento em questão de segundos.
Além do Campeonato Brasileiro, a empresa também fornece a tecnologia para competições como a Premier League, o Campeonato Mexicano e o Campeonato Belga.
