De acordo com a ABPA, produção deve atingir 5,55 mi de toneladas
Segundo os dados divulgados pela ABPA, a produção de carne suína deve crescer de 5,305 milhões de toneladas em 2024 para até 5,55 milhões de toneladas em 2025, com perspectiva de chegar a 5,7 milhões de toneladas em 2026. Santin ressaltou que o fechamento projetado para 2025 supera a estimativa apresentada pela entidade na metade do ano, em grande parte puxado pelo aumento do peso médio de abate dos animais.
Na mesma linha, as exportações devem avançar de 1,353 milhão de toneladas em 2024 para até 1,49 milhão de toneladas em 2025, o que representa crescimento entre 10% e 11% em relação ao ano anterior. Para 2026, a projeção da ABPA chega a 1,55 milhão de toneladas embarcadas.
De acordo com Santin, esse desempenho confirma um ritmo de expansão das vendas externas mais forte do que o da produção total, sem, contudo, retirar produto do mercado interno. Os números de disponibilidade doméstica e consumo ajudam a sustentar esse argumento.
A ABPA projeta que a oferta de carne suína para o mercado brasileiro suba de 3,952 milhões de toneladas em 2024 para até 4,06 milhões em 2025, podendo alcançar 4,15 milhões em 2026. No consumo per capita, a estimativa é de avanço de 18,6 kg/habitante/ano em 2024 para 19 kg em 2025 e 19,5 kg em 2026.
Santin sublinhou que, mesmo com exportações crescendo mais rápido, “há leve ganho de disponibilidade interna e de consumo per capita”, reforçando que a expansão do comércio exterior convive com mais carne no prato do brasileiro.
No cenário internacional, o presidente da ABPA destacou que 52% do volume de carne suína importado pela China no mundo é composto por miúdos, um segmento em que o Brasil ainda tem espaço para crescer. Os casos de PSA (Peste Suína Africana) em javalis na Espanha, importante fornecedor europeu desse tipo de produto, e as restrições associadas abrem uma oportunidade adicional para os exportadores brasileiros.
