A situação da BR-153, uma das principais demandas históricas de infraestrutura de Concórdia e do Alto Uruguai Catarinense, voltou a ser tema de debate na Câmara de Vereadores. Durante sessão desta terça-feira (9), parlamentares manifestaram preocupação e descontentamento com as informações apresentadas na audiência pública realizada em Chapecó, que discutiu o projeto de concessão de rodovias federais na região.
Representando a Câmara de Vereadores de Concórdia no encontro, o vereador Evandro Mocelin relatou frustração com a proposta apresentada. Segundo ele, apesar da expectativa de que a concessão pudesse garantir investimentos e melhorias nas rodovias, o projeto não contempla obras consideradas essenciais para o município.
Mocelin afirmou que o modelo apresentado não agradou representantes de diversas cidades da região. Entre as principais críticas está a ausência de investimentos como viadutos de acesso ao município, marginais ao longo da BR-153 e passarelas em pontos considerados estratégicos para a segurança da população. “O que está previsto para Concórdia é apenas uma praça de pedágio. As obras que a comunidade espera há anos não aparecem no projeto. Saímos da audiência preocupados e decepcionados”, destacou o vereador.
O presidente da Câmara, Closmar Zagonel, também repercutiu o assunto e classificou o resultado da audiência como extremamente preocupante para Concórdia e para toda a região. Segundo ele, há décadas lideranças políticas, entidades empresariais e representantes da sociedade civil reivindicam melhorias estruturais na BR-153, sem que as demandas tenham sido atendidas.
Zagonel ressaltou que a possível concessão da rodovia, da forma como foi apresentada, prevê a cobrança de pedágio sem garantir investimentos significativos para o município. Para ele, a proposta ignora reivindicações históricas da região. “Há muitos anos estamos encaminhando requerimentos, realizando audiências e buscando apoio junto aos órgãos competentes para garantir obras fundamentais na BR-153. O município precisa de viadutos, acessos mais seguros e investimentos que acompanhem o crescimento da região. Não podemos aceitar um projeto que prevê cobrança sem oferecer as melhorias que a população espera há tanto tempo”, afirmou.
O presidente também defendeu uma mobilização conjunta entre vereadores, entidades representativas, lideranças regionais e a população para cobrar a revisão do projeto. Segundo ele, a Câmara seguirá acompanhando o tema e buscando diálogo com os órgãos responsáveis para que as demandas da região sejam consideradas.
A discussão reforça uma reivindicação antiga de Concórdia e do Alto Uruguai Catarinense: a necessidade de investimentos concretos na BR-153, considerada estratégica para o desenvolvimento econômico, a mobilidade e a segurança de milhares de usuários que utilizam diariamente a rodovia.
