O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Oeste e Meio-Oeste Catarinense, Paulo Simioni, manifestou grande preocupação com o impacto do aumento do preço do óleo diesel nas operações das transportadoras. Segundo ele, o combustível é o principal insumo da atividade e as altas frequentes têm pressionado cada vez mais os custos do setor.
Diante desse cenário, o SETCOM, a FETRANCESC e os demais sindicatos do transporte de cargas de SC estão divulgando uma nota conjunta em relação aos aumentos sucessivos no preço do diesel nas bombas, que têm afetado diretamente a sustentabilidade das empresas transportadoras.
De acordo com Simioni, parte dessa instabilidade está relacionada ao cenário internacional. O reflexo da guerra no Oriente Médio e a cotação internacional do petróleo acabam impactando diretamente o preço do diesel no Brasil, elevando os custos de operação das transportadoras.
Por outro lado, o setor também questiona a forma como os preços se comportam quando ocorre queda no valor do barril no mercado internacional. Segundo o presidente do SETCOM, quando o preço do petróleo baixa no mundo, a redução nas bombas nem sempre ocorre com a mesma rapidez, o que acaba penalizando ainda mais o setor produtivo.
Diante desse contexto, as entidades também estão cobrando dos órgãos competentes, em nível nacional, uma revisão urgente na tabela do frete mínimo.
Para o setor, a atualização da tabela é fundamental para garantir equilíbrio nas operações e preservar a sustentabilidade das empresas que atuam no transporte, atividade responsável por grande parte da movimentação da economia brasileira.
CUSTOS OPERACIONAIS
Dentro da estrutura de custos das transportadoras, o diesel representa o principal gasto operacional, podendo chegar a até 50% das despesas das empresas. Com isso, qualquer variação no preço do combustível gera impacto imediato nas operações.
Em diversas regiões do país já foram registrados aumentos nas bombas, com reajustes que chegam a até 20%.
