O peso acumulado das carcaças foi de 1,49 milhão de toneladas, representando crescimento de 4,8% em comparação com o trimestre imediatamente anterior
O abate de suínos alcançou 15,81 milhões de cabeças no 3º trimestre de 2025, registrando um aumento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e um incremento de 4,8% frente ao 2º trimestre de 2025. O peso acumulado das carcaças foi de 1,49 milhão de toneladas, representando crescimento de 6,1% em relação ao 3º trimestre de 2024 e de 4,8% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.
Segundo Angela Lordão, gerente de Pecuária do IBGE, “as exportações de carne suína também atingiram patamares inéditos tanto em volume quanto em faturamento, com as Filipinas como principal destino. Internamente, cortes mais acessíveis e práticos têm aumentado o consumo”.
No contexto geral da pecuária, cada uma das espécies — bovinos, suínos e frangos — alcançou recorde, registrando o maior abate formal da série histórica neste terceiro trimestre. Os dados são resultados completos das Estatísticas da Produção Pecuária para o 3º trimestre de 2025, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Abate de bovinos e frangos também cresce
No mesmo período, foram abatidas 11,28 milhões de cabeças de bovinos, alta de 7,4% em comparação ao 3º trimestre de 2024 e incremento de 7,1% frente ao trimestre imediatamente anterior. O abate de frangos atingiu 1,69 bilhão de cabeças, acréscimo de 2,9% em relação ao mesmo período de 2024 e aumento de 3,0% na comparação com o 2º trimestre de 2025.
A produção de 2,97 milhões de toneladas de carcaças bovinas no 3º trimestre de 2025 representou incremento de 6,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 11,2% em relação ao 2º trimestre de 2025. No segmento da carne bovina, as exportações atingiram recorde, mesmo diante da aplicação de tarifas pelos EUA no período, que até o segundo trimestre se mantinha como nosso segundo maior comprador, atrás apenas da China.
No caso do frango, o peso acumulado das carcaças foi de 3,60 milhões de toneladas, com acréscimos de 3,1% em relação ao 3º trimestre de 2024 e de 1,1% frente ao trimestre imediatamente anterior. “A rápida retomada do status de livre de influenza aviária foi muito importante para a avicultura nacional, garantindo o acesso da carne de frango brasileira aos mercados internacionais”, ressalta Angela Lordão.
Fatores que impulsionaram a produção
“Esse cenário reflete uma combinação de fatores que estimularam investimentos e otimizaram a produção pecuária. Entre eles, destacam-se a forte demanda interna e externa das carnes bovina, suína e de frango, a influência positiva de uma boa safra de grãos que impactou diretamente a redução dos custos de produção, e as rigorosas medidas sanitárias implementadas no país”, destacou Angela Lordão.
