O IGP-M registrou alta de 1,57% em setembro, após uma queda de 0,22% em agosto. Com o resultado, o índice acumula avanço de 3,34% nos últimos 12 meses.

Conhecido popularmente como a “inflação do aluguel”, o IGP-M é utilizado como referência para o reajuste de diversos contratos. Para se ter uma ideia, um aluguel de R$ 1.500 corrigido integralmente pela variação acumulada do índice teria um reajuste de aproximadamente R$ 50.

O resultado de setembro chama atenção principalmente pela mudança de comportamento do indicador, que vinha de três meses consecutivos de queda.

Além do impacto em contratos, a movimentação dos índices de preços é acompanhada de perto pelo mercado financeiro e pelo Banco Central. Uma inflação mais resistente pode influenciar as expectativas para os juros e, consequentemente, o custo do crédito, dos financiamentos e das compras parceladas.

A evolução dos preços nos próximos meses será importante para indicar se a alta de setembro foi pontual ou se representa uma nova pressão inflacionária na economia brasileira.

Economista Aurélio Meira