O Banco Central divulgou nesta terça-feira (22) a ata da reunião do Copom que reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, o quinto corte consecutivo.
O documento reconhece que os juros elevados já estão desacelerando a economia e que a inflação apresentou melhora. Mesmo assim, o BC indica cautela para os próximos cortes, principalmente porque as expectativas de inflação continuam acima da meta.
A situação das contas públicas também permanece como ponto de atenção. Segundo o Copom, medidas que estimulem a demanda ou aumentem a percepção de risco fiscal podem dificultar o controle da inflação e manter os juros elevados por mais tempo.
Para o consumidor, a queda da Selic pode começar a aliviar gradualmente o custo do crédito, mas a ata não indica uma redução rápida dos juros.
O mercado projeta atualmente a Selic em 13,50% no final de 2026, indicando expectativa de pelo menos mais um corte de 0,25 ponto percentual.
“Na prática, o Banco Central mostra que existe espaço para continuar reduzindo os juros, mas sem pressa. A inflação melhorou e a economia está desacelerando, porém o cenário fiscal ainda pode limitar a velocidade dos próximos cortes da Selic.” Aurélio Meira.
