O Ministério Público de Santa Catarina denunciou 165 pessoas por suposto envolvimento com uma facção criminosa de atuação nacional e com ramificações em diferentes regiões de Santa Catarina. A denúncia aponta uma estrutura organizada, com divisão de funções e integrantes espalhados por diversos municípios, incluindo o Alto Uruguai Catarinense. A informação foi apurada com exclusividade pela TV Concórdia em parceria com o Portal Magronada de Piratuba.

O caso chama atenção pela dimensão regional e envolve acusados ligados a cidades do Oeste e do Alto Uruguai Catarinense, além de pessoas de outras partes do Estado e, em sua maioria, naturais de São Paulo. Segundo o MPSC, a organização possui ramificações em grande parte do território brasileiro e também fora do país.

Na região do Alto Uruguai Catarinense, Concórdia aparece entre os municípios com maior número de pessoas relacionadas à denúncia. Ao todo, 13 dos denunciados são naturais de Concórdia. Outros três residem atualmente no município, embora tenham nascido em outras cidades. A lista também inclui um morador de Lindóia do Sul, além de pessoas naturais de Arabutã, Catanduvas e Joaçaba. Há ainda denunciados ligados a outros municípios do Oeste, como Chapecó, Irani, Xaxim, Coronel Freitas, Pinhalzinho, Xanxerê e Faxinal dos Guedes.

A denúncia descreve uma organização criminosa com presença em diferentes pontos de Santa Catarina e destaca a existência de ramificações regionais. O documento cita Chapecó entre os principais municípios catarinenses onde haveria integrantes da facção e aponta que a estrutura também alcança outras cidades do Oeste. A relação dos 165 denunciados demonstra essa distribuição, com pessoas naturais ou residentes em diversos municípios da região e integrantes atualmente recolhidos em unidades prisionais de Concórdia, Chapecó e outras cidades.

De acordo com o Ministério Público, as investigações começaram a revelar uma estrutura mais ampla a partir da análise de materiais e informações obtidos em operações anteriores. O MPSC sustenta que a organização mantém divisão interna de funções e utiliza integrantes espalhados por diferentes regiões para manter suas atividades. O caso agora será analisado pelo Poder Judiciário que decidirá pelo recebimento da acusação e início do processo formal.