A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina confirmou nesta sexta-feira (8) o primeiro caso de hantavírus registrado no Estado em 2026. O paciente é morador do município de Seara, no Oeste catarinense.

Segundo as autoridades de saúde, o caso não tem relação com o surto internacional de hantavírus identificado em um navio de cruzeiro monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A investigação aponta que os casos registrados no Brasil envolvem uma variante diferente da identificada no navio MV Hondius, onde houve suspea de transmissão entre pessoas.

A hantavirose é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato com fezes, urina e saliva de roedores silvestres infectados. A contaminação geralmente ocorre pela inalação de partículas presentes em locais fechados ou com pouca ventilação. Entre os sintomas estão febre, dores no corpo, falta de ar e, nos casos mais graves, comprometimento pulmonar e cardíaco.

O Ministério da Saúde reforçou que não há evidências de transmissão interpessoal do hantavírus no Brasil e destacou que o genótipo Andes, associado ao surto no cruzeiro e conhecido por raros casos de transmissão entre humanos, não circula no país.

De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC), a linhagem identificada em Santa Catarina é transmitida exclusivamente pelo contato com secreções e excretas de roedores silvestres contaminados. As autoridades reforçam que a variante encontrada no Estado não apresenta risco de transmissão entre pessoas.

A doença é considerada rara, mas possui alta taxa de letalidade. Em Santa Catarina, os registros costumam ocorrer principalmente em áreas rurais, devido ao maior contato com ambientes frequentados por ratos silvestres, como galpões, depósitos, paióis e lavouras.

Entre os principais sintomas estão febre alta, dores musculares, cansaço, dor de cabeça, náuseas e dificuldade respiratória. Em casos graves, a hantavirose pode evoluir rapidamente para insuficiência pulmonar.

A Secretaria de Saúde orienta a população a manter ambientes sempre ventilados antes da limpeza, evitar varrer locais fechados a seco e utilizar água sanitária para higienização de espaços com possíveis sinais da presença de roedores.