Empresas da construção civil já começam a sentir os reflexos da alta do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. Materiais essenciais utilizados nas obras, como tubos e conexões de PVC, registram aumentos significativos, com reajustes que chegam a até 35%.
O impacto ocorre porque esses insumos têm como base o petróleo em sua composição. Com a elevação da commodity, aumentam também os custos de produção, transporte e logística, pressionando toda a cadeia do setor.
Diante desse cenário, entidades da construção alertam para a possibilidade de repasse desses custos ao consumidor final. Isso pode resultar em imóveis mais caros e até em risco de desabastecimento de determinados materiais, caso a instabilidade internacional persista.
Os efeitos já começam a aparecer nos indicadores econômicos. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), amplamente utilizado em contratos de aluguel e como termômetro do custo da construção, registrou alta de 0,52% em março, após queda no mês anterior. No acumulado do ano, o índice voltou ao campo positivo, embora ainda apresente retração em 12 meses.
O principal fator de pressão foi justamente o encarecimento das matérias-primas, especialmente aquelas ligadas ao petróleo, que voltaram a influenciar a inflação.
Na prática, o cenário indica uma tendência de aumento nos custos de obras, possível elevação no preço dos imóveis e pressão sobre os aluguéis nos próximos meses. O mercado segue atento ao cenário internacional, com foco no comportamento do petróleo, que deve continuar determinante para a inflação no Brasil.
Com informações de Aurelio Meira
